Considerações sobre os afetos e a perspectiva erótica num contexto de crise paradigmática

Mariana Monteiro Belluz

Resumo


O presente trabalho foi elaborado na tentativa de se jogar novas luzes sobre o papel dos afetos na instituição do social, especialmente na perspectiva de consolidação da modernidade hegemônica. Ao buscar ordenar o mundo e categorizar seus itens, de forma a eliminar toda e qualquer indeterminação e ambigüidade, a modernidade identificou os afetos com paixões e estas, por sua vez, com o puro caos e expressão da bestialidade do homem. A instituição do social, pensada pelos modernos como o caminho através do qual o caos (estado de natureza) se transformaria em ordem (Estado), não poderia ter, portanto, outra ancoragem senão na razão. O estudo aqui apresentado pretende oferecer esforços no sentido da revitalização dos afetos como marca fundamental do social, evidenciando que o homem, antes de racional é, antes de mais nada, um ser erótico, vale dizer, que busca constituir com o outro um tipo qualquer de coletivo.

Palavras-chave


Afetos; afeto; erótico; erótica; modernidade; caos.

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DOI: 10.17808/des.27.313

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